Orientações sobre a seleção de canais
O crescimento populacional, a redução dos recursos, os custos mais elevados dos produtos associados aos MTI necessários para enfrentar a resistência aos piretroides, bem como a durabilidade variável dos MTI, cujo tempo médio de retenção não abrange necessariamente os três anos esperados entre campanhas, obrigam os programas nacionais de controlo da malária (PNM) a tomar decisões difíceis de priorização. Para maximizar a proteção contra a malária nas populações, os PNM têm de escolher entre o tipo e a quantidade de MTI, as áreas-alvo e os canais de distribuição, com base no contexto, na viabilidade operacional, na disponibilidade de MTI e nos recursos operacionais necessários para os distribuir.
Com o objetivo de distribuir os MTI de forma ideal às populações que deles necessitam, foram desenvolvidas orientações para os PNM e seus parceiros com vista a:
- avaliar a capacidade, eficácia e eficiência dos canais existentes de distribuição de MTI no que diz respeito ao alcance e à manutenção do acesso equitativo nas populações-alvo;
- compreender os pontos fortes e as limitações de cada canal e estratégia de distribuição de MTI;
- determinar a combinação ideal de canais de distribuição de MTI com base nos dados e no contexto local.
Ferramenta de avaliação para a seleção de canais
O toolkit de avaliação dos canais de distribuição de MTI ajuda os PNM e os respetivos parceiros a determinar a combinação ideal de canais de MTI para as populações que necessitam de MTI. O toolkit acompanha as orientações da AMP sobre a seleção de canais para a distribuição de MTI e disponibiliza um processo estruturado em cinco etapas para analisar as necessidades da população, identificar canais viáveis e confirmar a prontidão operacional.
Ao seguir as etapas do toolkit, os utilizadores irão criar e preencher uma matriz estratégica de MTI, que resume os grupos populacionais, os respetivos objetivos de acesso aos MTI e uma combinação de canais para cada grupo. As decisões relativas à conceção da estratégia e as principais considerações de implementação podem ser registadas na matriz e/ou na documentação que a acompanha.
Apesar de o toolkit ser apresentado num formato linear, a tomada de decisões relativas aos canais e a conceção de estratégias não são lineares. Os utilizadores poderão ter de considerar várias abordagens em simultâneo, ponderando as vantagens, os desafios e as compensações para chegar à combinação de canais que melhor se adequa. Recomenda-se aos utilizadores que leiam as orientações que acompanham este toolkit e que se familiarizem com todo o conteúdo do mesmo antes de seguirem as etapas.
Descarregar o toolkit completo em EN | FR | PT
Descarregar as ferramentas adaptáveis, ficheiro zip, em EN | FR | PT
Identificar os grupos populacionais que necessitam de MTI, com base no risco e na incidência de malária, em consonância com os resultados de adaptação a nível subnacional e/ou as respetivas características ou área geográfica, e definir objetivos de acesso a MTI para cada grupo.
A avaliação e seleção dos canais de distribuição nas etapas seguintes irão responder aos grupos populacionais e aos objetivos de acesso a MTI definidos nesta etapa.
Descarregar a Etapa 1 em EN | FR | PT
Ferramenta adaptável: modelo de matriz estratégica
Identificar os canais que cumprem os requisitos operacionais básicos para cada grupo populacional e descartar as opções de canais que não são atualmente viáveis. Para cada canal, os utilizadores devem recolher e registar os valores dos indicadores-chave como parte de uma análise da situação antes de responderem às questões sobre os requisitos mínimos.
Os canais considerados são a distribuição através de serviços de saúde de rotina, campanhas de distribuição em massa, distribuição em escolas, distribuição comunitária e setor comercial.
Descarregar a Etapa 2 em EN | FR | PT
Ferramenta adaptável: Tabela de canais viáveis – Etapa 2 (Word)EN | FR | PT
Determinar o desempenho anterior, quando relevante, e a prontidão operacional dos canais de distribuição viáveis identificados na Etapa 2, e identificar/priorizar as lacunas operacionais. A prontidão é determinada através de um conjunto de questões para sete áreas operacionais: liderança, coordenação e financiamento; oportunidades de integração; logística; formação; supervisão; mudança social e comportamental; relatórios de rotina e gestão de dados.
Ao concluir esta etapa, os utilizadores compreenderão de que forma os canais selecionados seriam implementados, como pré-requisito para o desenvolvimento de planos de ação.
Descarregar a Etapa 3 em EN | FR | PT
Ferramenta adaptável: Tabela de prontidão operacional da Etapa 3 (Excel) EN | FR | PT
Estimar as necessidades totais de MTI exigidas para alcançar as metas para cada grupo populacional. Explorar de que forma o conjunto de canais de distribuição operacionalmente prontos, identificados na Etapa 3, pode ser combinado para cada grupo populacional, de modo a satisfazer da melhor forma as necessidades de MTI, tendo em consideração os custos dos canais e o financiamento disponível para a distribuição de MTI.
Validar as conclusões da avaliação dos canais e aprovar as combinações finais de canais. Documentar a fundamentação para a escolha dos canais. Elaborar um plano de trabalho principal para a implementação dos canais e identificar ações prioritárias para colmatar lacunas conhecidas. Atribuir responsabilidades para a elaboração de um plano de ação para cada canal selecionado.